30/05/2011

NOTAS DA HISTÓRIA DE TUPARETAMA - A Festa de São Pedro


Não se sabe o ano da primeira comemoração do dia de São Pedro em Tuparetama. É certo que essa festividade junina ocorria desde o início da formação do povoado, então Bom Jesus, nos anos 20 do século passado.

O êxito dos primeiros festejos, de acentuada conotação religiosa como eram todas as grandes festas  da época, consolidou a data no calendário festivo da localidade, atraindo público das cidades e dos  povoados circunvizinhos. 

Contam que o destaque da Festa de São Pedro em Bom Jesus, já nas décadas de 30 e 40, no auge da Philarmônica Bom Jesus, era o baile com orquestras, que acontecia num armazém da rua central do povoado, de propriedade do fazendeiro e senhor de posses, Francisco Zeferino.  Esse armazém não existe mais,  hoje em seu local encontra-se o supermercado Nordeste, de Geraldo Perazzo.

Nesses bailes de São Pedro e em  todos os demais bailes que realizavam no decorrer do ano exigia-se traje a rigor, o que para gente da época significava vestido comprido de saias armadas, engomadas, e para os cavalheiros paletó de linho e gravata, também engomados. 

As bandas e orquestras contratadas eram chamadas pela população de “jaza” (corruptela de Jazz e Jazz-bands) com ritmo e estilo musical de influência americana. Os bailes encerravam-se invariavelmente fora do armazém, na rua, com quadrilhas juninas marcadas por Severino Souto. 

Como a agora  Vila Tupã  não dispunha de um clube para festas e o armazém tornara-se pequeno para o público, foi construído em 1953 o ‘Palanque de Festas’ com recursos da comunidade, numa área onde está erguida a atual residência de Zezé Benedito, na Rua da Matriz.  O tal "palanque" sediou as festas do São Pedro e outros eventos até a construção do Pajeú Clube, em meados dos anos 60.

A festa do São Pedro decaiu por um longo período, ressurgindo com a administração do prefeito Pedro Tunu, no final dos anos 80, com ênfase nos eventos de rua. É certo dizer que o São Pedro de Tuparetama ganhou força total e firmou-se definitivamente no calendário turístico-cultural da região a partir da administração do prefeito Vitalino Patriota, com investimento na decoração de rua e contratação de grandes bandas e grandes artistas da música popular nordestina. Nos últimos seis anos o prefeito Sávio Torres, de natureza sabidamente festeira, manteve essa mesma preocupação dos gestores anteriores, com empenho para permanência da posição de destaque que os festejos de São Pedro de Tuparetama alcançaram ao longo dos anos.
[ Com informações de "TUPARETAMA- O livro do Município" ] 

27/05/2011

CONVERSAS SOBRE AS ELEICOES EM TUPARETAMA - 2

Recebi na semana passada um email do meu amigo Edvan Pessoa, vereador pelo PSB, a respeito de um texto recente que publiquei neste blog, sobre as próximas eleições em Tuparetama. Como Edvan foi citado no texto, e de certa forma "catucado", pediu-me espaço para expor suas opiniões: 


1) Para Edvan partidos da situação e da oposição tradicional tentam ambos inviabilizar uma terceira via:  "Observei com atenção seu texto a respeito das futuras eleições em Tuparetama. Concordo em partes com tudo que escreveu, principalmente no que se refere aos dois extremos existentes em Tuparetama, que insistentemente trabalham para "sufocar" qualquer movimentação "nova" que venham a ocorrer de outros grupos políticos. Fato este que ocorreu em 2008, quando o meu partido (PSB) sofreu interferencias externas". 

2) Edvan é claro e objetivo: Quer ser o candidato, seja da oposição ou da terceira via:  "Hoje, tenho um mandato conferido pelo povo, mereço de todos "os dois grupos" respeito com as minhas intensões e pensamentos. Vou lutar para ser candidato a Prefeito. Por enquanto, veja você, a dificuldade maior é de ser pré-candidato das oposições. Estou na oposição, não vou prá lugar nenhum, vou lutar para unir esta oposição e ser candidato deste grupo. Caso contrário, poderei ser candidato pela terceira via sim, e espero que o PSB não coloque empecilho. Se colocar, teremos outras alternativas".

3) Edvan reforça a opinião de que a oposição está desunida e que é necessário diálogo e respeito mútuo: " Já ouvi muito de partidários de Vitalino Patriota que o candidato da oposição sai da "casa" dele, sem diálogo...Não existe vitoria sem união, não existe sequer luta se não houver antes a união de um grupo em torno de um objetivo. Tenho hoje um grupo que é pequeno em quantidade mas é enorme em qualidade. Esse grupo merece respeito. Provaremos o valor e o merecimento deste grupo, sem dúvidas. Tive 503 votos para vereador... nosso candidato a deputado federal teve quase 400 votos. Temos que sentar à mesa, discutir o processo. Veja só, eu sofro mais "ataques" da própria oposição do que da situação".  

4) Para ele, sua postura não é de indefinição nem de ficar "sobre o muro":  "Com relação a  definir se irei para a situação ou permanecerei na oposição, não há dúvidas de que sou oposição. Agora, com relação ao governo do município vou continuar aplaudindo o que está correto e criticando os erros. Critico a questão de obras inacabadas, calçamentos horríveis, saúde com sérios problemas administrativos, a questão dos empréstimos consignados (na justiça), o rombo no Fundo de Previdencia do Município (também na justiça), a gestão da educação, que  não é democrática, o desrespeito a Lei do Piso, o PNAE, etc... Porém, moro em Tuparetama e não quero mais ver os erros de antes, como ambulâncias em estado de "putrefação", calçamentos horríveis, educação sem respeito aos professores, atraso em pagamentos de funcionários, desgoverno na equipe... enfim, entre os dois grupos que dominam a política de Tuparetama, um não pode falar de alguns erros do outro. Mas eu posso, e vou elogiar o que deve ser elogiado e criticar o que deve ser criticado". 

5) E finaliza analisando a opinião geral das ruas, segundo sua percepção particular:  "O que se coloca até o momento em Tuparetama, é que a oposição não tem nada de novo para apresentar. As pessoas, sobretudo os jovens, estão cansados dessas duas opções que se apresentam, ou é "pe-rapado" ou é "boca-preta". Isso é um atraso! A necessidade da terceira via é uma realidade hoje. Faremos nossa parte na campanha.  Não fui eu que preteri ser vice de Valmir Tunú, e no entanto você ainda nao perguntou de que lado esse povo que se diz "a oposição" está!  Quanto ao nosso grupo, temos candidatos a vereadores com amplas chances de vitória, temos espírito e grupo e coesão no PSB. Está bem claro em Tuparetama:  podemos e decidiremos esse pleito". 

Forte abraço companheiro
Saudações Socialistas.
Dêva (Edvan Cesar Pessoa da Silva) Vereador - PSB de Tuparetama



23/05/2011

VIDAS QUE VALEM UM CONTO VI – O da viúva

Ela acudia as mulheres no parto, a qualquer hora do dia e da noite.
Enquanto amamentava cada um dos seus 14 filhos, serviu de mãe-de-leite para muitas outras crianças de comadres e vizinhas fracas de leite ou doentes do peito ou de resguardo quebrado.
Rezava pra cair o imbigo dos pagãozinhos e sabia dos remédios de sarar a feridinha.
Enquanto balbuciava palavras secretas e fortes, acompanhadas do agitar vigoroso de galhos de mato sobre a cabeça do doente ou sobre a espinha do animal amorrinhado, os males se desfaziam como fumaça no céu.
E cuidava com zelo da casa, do sítio, das galinhas do terreiro, dos bacurins no chiqueiro, dos filhos tantos, do marido caboclo epilético, das brasas acesas no fogão de lenha, dos potes sempre cheios de água da cacimba ou do barreiro, dos cravos e rosas aos pés das imagens serenas do santuário antigo: Santa Luzia, Imaculada Conceição, São Judas Tadeu, Santo Antônio, Divino Espírito Santo.

Um dia, isso foi no mês de Santana (nessa data o filho mais novo contava com cinco anos, o mais velho com 18) já à boquinha da noite, quando vinha da vila, da feira, o marido com seu bisaco nas costas, topou com o bando de Silvino. Ninguém sabia que eles estavam rondando pelas localidades, traiçoeiros. Por causa de uma questão antiga foi ali mesmo estrangulado, largado de travessa na estrada, o couro do bucho aberto de cima até as virilhas.

Quando ela soube da desgraça quedou-se feito uma doida. Nunca mais seria a mesma. Fechou-se, murcha. E lentamente, mês após mês, virou planta.

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06/05/2011

VEM PARA O BALAIO VOCÊ TAMBÉM!


Na noite de hoje Tuparetama terá mais um encontro de artistas da cidade e da região do Pajeú, o evento denominado Balaio Cultural. Esse tipo de sarau não é exclusivo de Tuparetama nem é novidade, outros encontros semelhantes já acontecem há mais tempo, com outros nomes, em cidades como Afogados da Ingazeira (Quintal Cultural) e São José do Egito (Quintal da Poesia). O de São José do Egito privilegia como o próprio nome diz, a poesia popular e o repente, com a participação de nomes relevantes e duplas famosas dessa arte. O de Afogados da Ingazeira abrange, além da poesia, outras linguagens culturais como o teatro, a dança, a literatura e a música. É com esse evento que se assemelha o Balaio de Tuparetama.

A cada edição esses eventos vem se firmando como alternativa ao marasmo e ao isolamento cultural da região. Aos poucos, através dessas verdadeiras confraternizações acessíveis a todos, democráticas e sem finalidade de lucro, está se consolidando uma pequena revolução: quebram-se as muitas barreiras existentes entre os próprios artistas da região e até mesmo nas cidades onde vivem. 

Também servem para desmentir aquelas tão usadas ladainhas de que “o povo não gosta de cultura” e que "santo de casa não obra milagre” muito utilizadas para justificar os gastos dos parcos recursos públicos com bandas de “forró de plástico” nos eventos festivos, em detrimento dos valores musicais locais que, quando contratados, recebem em torno de 60% a menos que o cachê das ditas bandas de “forró de plástico“. 

Importante ressaltar também o valor do Balaio Cultural e congêneres para revelar e divulgar artistas “escondidos” no anonimato.

Há quatro edições o Balaio Cultural vem acontecendo sempre numa sexta-feira de cada mês. Lido o que está escrito nos parágrafos acima, mesmo aquela pessoa que não teve oportunidade de presenciar uma dessas noites de festa e talentos, concordará o quanto é importante e necessária a iniciativa do Balaio. Se essa pessoa também conhece a carência de espaços públicos e de oferta de lazer de qualidade na região, entenderá em maior grau tal importância e tal necessidade. E se surpreenderá, como eu vivo surpreso, por existirem entre nós pessoas que tentam boicotar e até mesmo inviabilizar o Balaio. Surpresa maior: algumas dessas pessoas são artistas.

Quais tipos de sentimentos alimentarão os boicotes dessas pessoas contra o Balaio? Sentem-se acima e melhores do que os outros artistas que participam do Balaio? Necessidade de bajulação? Orgulho vão de poder ou liderança? Ódio à cidade? Não querer o crescimento e fortalecimento da organização cultural local?

Há muito tempo que se tenta implantar em Tuparetama essa idéia do Balaio Cultural. Finalmente ela conseguiu sair do campo das idéias e começa a tomar pé, firme e forte apesar dos tropeços (tantas pedras no caminho...). Seria injusto não citar aqui o nome do multiartistista Fernando Marques, pois sempre há um que abraça o arado e segue na frente, abrindo os sulcos na terra seca. A ele juntaram-se os outros bois de canga, grandes na força e na vontade de fazer mais pela cultura e pelas artes de Tuparetama, são esses e essas que formam a equipe organizadora do Balaio, sempre aberta a novos integrantes: Pedro Tunu, Fifita, Cristina Pereira, Jaqueline Nogueira e Mariana Teles (ela é a "cara" e "identidade" do Balaio: jovem, enérgica, bela, carismática, inteligente e articulada). Estou entre eles, mas minha contribuição é muito pequena, embora não dispensável. Assim como eu, muitos podem colaborar mesmo de modo limitado, seja contribuindo financeiramente para cobrir as despesas do evento, seja com seu trabalho voluntário, com a mão na massa, para fortalecer o grupo que está buscando a promoção de cultura como um todo e não de si próprio como artista individual.

Quisera eu que todos e todas que ainda não acordaram para o valor e a beleza do Balaio Cultural pudessem abrir seus olhos e seu espírito para entender que o evento é como coração de mãe, onde sempre cabe mais um e de onde quanto mais se tira e se dá, mas se tem pra compartilhar.

Notas: 1) O Balaio Cultural tem o patrocínio fixo da Prefeitura Municipal através da sua Secretaria de Cultura, que viabiliza o equipamento de som e a divulgação do evento, além da ajuda de custo para transporte de alguns artistas convidados. 2) As reuniões de planejamento e produção do Balaio acontecem nas segundas-feiras, às 20:00h na Casa da Cultura. Tod@s que desejam participar da equipe, dar sugestões e colaborar com os trabalhos, são bom-vind@s.

03/05/2011

VIDAS QUE VALEM UM CONTO II – O da mulher falada

Ali entre a cerca de varas e a sombra do juazeiro, enquanto se sacudia a cada estocada rude do outro, no rebuliço de mãos, cabelos, suores e fungados, o pensamento voltou  - isso são horas de pensar besteira, mulher? reclama-se! O pensamento que teve logo cedo quando alimentava a porca e suas crias, o mesmo pensamento, aquele que nasceu na sua infância, desde que ajudava a mãe a dar a lavagem dos porcos e atrepada no chiqueiro admirava aquele animal sujo, o pensamento de que as mulheres também deviam ter nascido com tantos peitos e muito leite. E bem que devia, como os porcos, comer de tudo. Assim não estaria sofrendo tanto pra criar os quatro filhos, assim não teriam passado tanta privação, assim não estariam eles em casa agora esperando-a de boca aberta e barriga vazia. Assim talvez não tivesse amaldiçoado tantas vezes aquele bicho-nojento-cachorro-da-mulésta do marido que se foi há mais de oito anos pra São Paulo, pra trabalhar, pra mandar dinheiro pra casa e nunca mais voltou, nunca mais deu notícias, nunca mais.... deixando-a quase viúva, ali entre a cerca de varas e a sombra escura do juazeiro, agarrada à esperança da feira que virá pelos braços que lhe apertam agora, agarrada à raiva da vida, ao fogo da carne e ao desejo de desaforada vingança, desejando ser uma porca pra aninhar sob as tetas as bocas secas dos filhos. Até que cresçam e arrumem suas esposas e maridos, até que cresçam e sigam pra São Paulo como o pai, ou fiquem neste inferno como a mãe.

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01/05/2011

OLHA ELA AÍ NA NOSSA PORTA !

[Conversas sobre as eleições em Tuparetama - 01]


Os dias passam tão rápido nos tempos atuais que apesar da impressão de que as eleições para prefeito foram há poucos meses, a constatação é que a campanha para as eleições de 2012 já está a pleno vapor e começa a tomar as ruas.

Zelando pela verdade, o correto mesmo é dizer que em Tuparetama a campanha começou no dia três de outubro de 2008, quando no fulgor da vitória, os narradores da apuração gritavam no microfone do carro-de-som, em frente à prefeitura, para uma multidão eufórica: É Sávio Torres! É pisa! É arroxo! É Romero 2012! O candidato estava lançado.

E lá se vão quase três anos. Celeridade do tempo!

Cá do meu canto de observador imparcial, vou tentar descrever um painel do atual momento da corrida eleitoral em Tuparetama .

Nas recentes entrevistas aos meios de comunicação o Prefeito Sávio Torres tem afirmado que não é tempo de falar em sucessão, que a campanha “ainda” será no próximo ano, que o nome do candidato será definido pelo partido e, que ele não tem pensado nisso agora. As declarações de Sávio Torres repetem as mesmas palavras de outros prefeitos da região, mas até as crianças de colo sabem, claro, que uma das coisas com que os prefeitos tem se preocupado e com o que vão se engalfinhar de agora até junho de 2012 será a indicação dos seus candidatos.

Quando os políticos falam, é bom estar atento às entrelinhas dos seus fraseados: “O que eles estão querendo dizer, falando disso, se não é nisso que estão pensando?” nos indagamos.

Voltemos ao terreno de Tuparetama. Diz-se que há um acordo de cavalheiros entre os partidos da situação e entre Sávio Torres e Romero Perazzo, de que seria ele, Romero, o candidato a prefeito na campanha 2012. Este acordo existe mesmo? Se existe, por que Sávio declara a esta altura do jogo que não tem candidato ainda e que o nome será indicado pelo partido, até possivelmente através de uma pesquisa de opinião a ser feita no início de 2012? E quais seriam os nomes propostos nessa pesquisa de opinião? Uma facção da situação, levada sabe-se lá por quais intenções... (provocar um “racha” num grupo que é coeso, forte e vencedor?) arquiteta quase às claras nas ruas uma campanha pelo nome alternativo de Valmir Tunu, atual secretário de Transportes.

Ou seja, enquanto não confirma o nome de Romero como candidato, o líder do PDT Sávio Torres, dá espaço, sem querer, para o surgimento de outros candidatos dentro da coligação que o elegeu e aumenta, claro, suas próprias dores de cabeça. Percebe-se que entre muitos caciques dos partidos que elegeram Sávio Torres e Romero, há ainda hoje, após 8 anos de parceria, certa rejeição e desconfiança sobre o grupo de Romero Perazzo, antigos adversários políticos.

Na oposição o desafio é a união em torno de um nome. Se em quatro anos os fragmentos que compõem essa oposição política não conseguiram se unir num único bloco coeso, articulado e amedrontador, uma coligação única parece ser impossível em menos de 12 meses.

Há a oposição declarada, que representa o “outro lado” da característica bipolarização política de cidades do interior. Essa oposição, esse outro lado, tem em Vitalino Patriota e Joel Gomes suas principais lideranças.

Vitalino sofre o desgaste natural de quem já foi prefeito por três vezes e também por não ter conseguido eleger sua esposa, Vanilda, na eleição passada. Há um outro problema, que talvez tenha sido o fator determinante da derrota de Vanilda: a falta de recursos e de financiamento para a campanha política. Vitalino é da base local de apoio ao Governo do Estado. Tanto na primeira quanto na segunda eleição de Eduardo Campos. Mas esse trunfo está menor porque agora Sávio Torres também compartilha do grupo de apoio ao governador e ele, Eduardo, sempre esteve mais interessado na sua carreira e seu futuro político do que no apoio aos seus defensores ou nas desavenças internas das cidades interioranas e de pequeno porte como Tuparetama.

Quanto a Joel Gomes, que também não conta com o apoio exclusivo do Governador, parece-me que seu grande desafio é conseqüência da sua virtude: por fiscalizar, como deve fazer um vereador, a administração municipal e denunciar erros, faltas e falhas, acaba por atrair para si a ira e a antipatia da maior parte dos tuparetamenses que aprova a gestão do prefeito Sávio Torres.

Finalmente, neste assunto eleitoral, pergunta-se se há uma terceira via em Tuparetama. Bem, ela vem se desenhando e tentando criar uma identidade desde a eleição anterior, encabeçada pelo vereador Edvan Cesar, o Dêva. Ainda apresenta-se, ela a 3ª via, muito confusa para o eleitor: ora parece ser situação, ora parece ser oposição. E que propostas traz para se diferenciar das velhas formas de governo dos dois grupos políticos que tradicionalmente se revezam no poder?

Eu não sou político, não sou nem analista político, mas se há algo para dizer a Dêva e ao grupo que lhe apóia, diria que 3ª via não vai pra frente se anda sobre o muro. Quem confia numa alternativa que pode cair, a qualquer momento, para um lado ou outro lado do muro?